segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Gostoso ou gastoso?

GOSTOSO OU GASTOSO?


É difícil acreditar que seja o mesmo homem,
O ser vil, desprezado, abandonado num canto.
Procurei em volta seus amigos, não os vi.
Somem, Talvez seja este, quem sabe, o seu desencanto.


Se quando antes, viril, gastador, autossuficiente,
Não faltava quem dele tão logo se aproximasse,
Para sugar o que era seu, de forma vã, indecente,
Em qualquer lugar, onde quer que ele chegasse.


Mulheres então, não faltavam, eram muitas,
A cada minuto, todos os dias, o dia inteiro.
Desprezíveis devassas, fiéis exemplos de putas,
Que dele visavam, simplesmente o dinheiro.


Hoje ao vê-lo ao relento, de cabeça abaixada,
Muitos o apontam. --Aquele era o gostoso!
Mas, para quem o conhecem, gostoso que nada,
Não passou de um pobre, miserável gastoso.


R.S. Furtado


MEUS QUERIDOS AMIGOS

Hoje vamos iniciar uma pausa para dar uma olhada na saúde, fazer alguns exames de rotina, afinal, a velha carcaça precisa de manutenção. Acredito que em breve estaremos de volta, quando na oportunidade iniciaremos a retribuição àqueles que nos honraram com as suas preciosas visitas. 

Até a volta e um grande beijo no coração de cada um de vocês.
   
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Integridade.



INTEGRIDADE

Talvez seja mais fácil ver cobra pedalando bicicleta, do que político íntegro, de conduta correta.” 

 R.S. Furtado 

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Infância.

 


INFÂNCIA

Não mais existe, a casa em que passei,
Meus descansados dias de criança.
O parreiral, que em sua sombra mansa,
Minhas primeiras lições estudei.

O jardim em flor - grata lembrança -,
Onde azuis borboletas eu peguei.
O cajueiro que em alta trança,
Sem temor tantas vezes me embalei.

O trajeto da vida hoje eu seguindo,
As mortas ilusões eu vou deixando.
Enquanto vagos sonhos vêm surgindo,

Só a infância nos dá num viver brando.
A morte, um doce adormecer sorrindo,
E um despertar pela manhã brincando.

R.S. Furtado

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Imperceptivelmente.

IMPERCEPTIVELMENTE

Assim como uma sombra que simplesmente, passa sem ser notada nem sentida, tu, imperceptivelmente, passaste na vinha vida.”
  
R.S. Furtado
 
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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Covardemente.




COVARDEMENTE

Chegava o fim da madrugada,
Lentamente o sol nascia.
Deitada ao lado, de sangue manchada,
Dormindo, inerte, ela jazia.

Tal como uma flor despetalada,
Refletindo a imagem da inocência.
Como um covarde, eu a olhava,
Por ter agido sem consciência.

Louca de amor, ela tão inocente,
A mim, se entregou, e eu com maldade.
Como um louco e covardemente,
Roubei sua valorosa virgindade.

Sentindo uma tristeza amarga,
Arrependido, uma forte dor sentia.
Por praticar um ato tão canalha,
Aproveitando-me do amor que ela nutria.

Agora, como um mísero animal,
Rogando ao senhor que me ilumine.
Espero o castigo pelo ato brutal,
De DEUS, que é o mais sublime.

R.S. Furtado 
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